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Um grande crânio de cetáceo do Mioceno de Barreira Dias Coelho no XII Congresso Nacional de Geologia


Durante o Congresso Nacional de Geologia de 2026, que decorreu entre os dias 21 a 26 de junho, Figueiredo et al. apresentaram os resultados do estudo sistemático que têm vindo a desenvolver sobre o maior crânio de cetáceo fóssil registado em Portugal, até ao momento. O espécime faz parte das coleções do Museu Geológico (LNEG, Lisboa) e terá sido coletado nos depósitos do Serravaliano da Barreira Dias Coelho, em Marvila (Lisboa). Análises cladísticas preliminares, atribuem este exemplar ao grupo Balaenopteroidea, tratando-se assim do primeiro registo deste clado no Miocénico de Portugal. A investigação está a ser levada a cabo por elementos do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa (MNHNC), Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Instituto Dom Luiz (IDL), Grupo de Biología Evolutiva de la Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED), Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (MN-UFRJ), Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), Department of Ecoscience of Aarhus University, Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro (CESAM) e do Grupo de Etnologia e Arquelogia da Lourinhã del Museu da Lourinhã (GEAL). O resumo desta apresentação encontra-se abaixo:

Cetaceans are well known for their modern diversity, but their fossil record is key to understanding their evolution, showing how they transitioned from land-dwelling mammals to fully aquatic forms with a wide range of shapes, sizes, and ecological roles. The Neogene sedimentary deposits of Portugal are rich in cetacean fossils, especially in the Lower Tagus basin. Hundreds of specimens, including numerous cranial remains, have been collected since the 19th century. While some specimens have been thoroughly described, many still await comprehensive anatomical and phylogenetic study. The Portuguese Cetacea fossil fauna includes Mysticeti (Cetotheriidae) and Odontoceti (Ziphiidae, Kentriodontidae, Eurhinodelphinidae and Platanistidae). Here we describe in detail an unpublished mysticete skull (MG4962) housed in the Museu Geológico (LNEG, Lisboa). This specimen was collected from early Serravallian deposits at Barreira Dias Coelho (Marvila, Lisboa), probably belonging to the Argilas de Xabregas Formation (Division VIa of Cotter). These marine deposits represent the deepest Neogene sequence of the Lower Tagus Basin and correspond to the largest Miocene transgressive event in the region. MG 4962 is the largest cetacean skull known from the Miocene of Portugal. In addition to its large size, MG 4962 is characterized by a concave supraoccipital with sharp, laterally projected nuchal crests, and a well-developed occipital crest; nutrient foramina in the frontal bone; parallel-sided nasals with a lightly posteriorly directed W-shaped anterior margin; transversely wide and parabolic postglenoid process; a hypertrophied falciform process of the squamosal; and an anteroposteriorly concave ventral surface of the vomerine crest. A preliminary phylogenetic analysis places MG 4962 within Balaenomorpha clade showing affinities to balaenopteroids (Balaenopteridae + Eschrichtiidae), although its position within this clade remains uncertain. If confirmed, this specimen will represent the first fossil balaenopteroid recorded from the Neogene of Portugal, expanding current knowledge of Miocene whale diversity in the region. The occurrence of such a large mysticete in the deepest marine deposits of the Lower Tagus Basin is consistent with the major middle Miocene transgression. Future work will include expanded phylogenetic analysis and computed tomography (CT) to investigate internal anatomy.

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Os diplodocoideos como chave para compreender o turnover faunístico da transição Jurássico-Cretáceo no XII Congresso Nacional de Geologia


O XII Congresso Nacional de Geologia de Portugal realizou-se nos passados dias 21 a 26 de Junho, na cidade de Évora. Naquela que é considerada a capital do Alentejo português, dotada de centro histórico classificado como património mundial da UNESCO, alguns membros do GBE-UNED apresentaram os resultados mais recentes das suas investigações.

A comunicação intitulada "Diplodocoidea (Sauropoda) as key to understanding the environmental and ecological context of the Jurassic/Cretaceous transition", da autoria de Joana Órfão (IDL-FCUL, GBE-UNED) e co-autores, teve como objetivo demonstrar como o registo fóssil de diplodocoides pode ajudar a compreender melhor o turnover faunístico da transição Jurássico/Cretácico. Através da aplicação de um conjunto integrado de metodologias analíticas ajustadas a estudos de paleodiversidade e paleobiogeografia, demonstrou-se que apesar da diversidade dos diferentes clados de Diplodocoidea terem sido afectados de maneiras distintas pelas alterações ambientais características deste período de transição, a existência de distintas distribuições geográficas para os subclados Flagellicaudata e Rebbachisauridae não estará ligada a factores climáticos. Identificou-se também a existência de um efeito Lagerstätten nas curvas globais de diversidade de Diplodocoidea, ligado à Formação Morrison (Jurássico Superior, Estados Unidos), e que pode ser mitigado através da implementação de metodologias adequadas de estimação, tais como o shareholder quorum subsampling (SQS). Segue em baixo o resumo da comunicação, em inglês.

The Jurassic-Cretaceous boundary (J/K), approximately 145 million years ago, coincided with the gradual opening of the North Atlantic and the Tethys Sea. During this period, there was a general eustatic sea-level rise, accompanied by global cooling, a general increase in precipitation and more pronounced seasonality in certain parts of the planet. These environmental shifts had a profound impact on marine and terrestrial life, evident in a phenomenon of faunal turnover and a global sharp diversity decline that are well documented in the fossil record. Larger and more specialised terrestrial taxa such as Sauropoda, a diverse group of large herbivorous dinosaurs, were disproportionately affected by these changes. Notably, iconic Late Jurassic neosauropod clades such as Diplodocinae and Camarasauridae started to decline and/or went extinct during the J/K transition, whereas Titanosauriformes and Rebbachisauridae began to diversify and would later dominate Cretaceous landscapes. Herein, we focus on the sauropod clade Diplodocoidea and demonstrate the potential of its fossil record to advance our understanding of the J/K faunal turnover, by applying an integrated approach comprising paleobiogeographic and paleodiversity methodologies. We demonstrate that the main Diplodocoidea subclades were differently affected by the J/K environmental changes, with Late Jurassic Flagellicaudata declining markedly whereas Rebbachisauridae persisted until the Early to mid-Cretaceous. Additionally, and despite apparent differences in paleogeographic distribution, the climatic niche space occupied by both clades is seemingly identical, suggesting a possible niche takeover mechanism within Diplodocoidea. Finally, we compare our paleodiversity estimates with those from previous studies in literature, while also assessing the influence of sampling biases in our results. Notably, we recover a Lagerstätten effect for the Morrison Formation (Upper Jurassic, USA) that can be mitigated through adequate methodological techniques such as Shareholder Quorum Subsampling.

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Resumo do XII Congresso Nacional de Geologia em Évora (Portugal)


No passado dia 21 a 26 de Junho, realizou-se o XII Congresso Nacional de Geologia em Évora. Neste congresso foram apresentados vários trabalhos que resultam da coloboração de vários anos entre o Instituto Dom Luiz da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Museu Nacional de História Natural e da Ciência e o Grupo de Biología Evolutiva-UNED.

Durante este encontro, foram apresentados vários resumos centrados no estudo dos vertebrados do Jurássico Superior de Pombal (Andrés e Junqueira), em estudos morfo-funcionais e de análises de diversidade sobre os dinossáurios saurópodes, descrição de um novo crânio de cetáceo proveniente do Miocénico português, e um estudo centrado na inventariação e caracterização das coleções de vertebrados miocénicos do Museu Nacional de História Natural e da Ciência de Lisboa. Alexandre Fonseca consegue ainda o Prémio de Melhor Comunicação oral com o trabalho intitulado: "Appendicular myological reconstruction and functional analysis of Lourinhasaurus alenquerensis (Camarasauridae, Sauropoda)". Aqui deixamos a lista de trabalhos apresentados pelos membros do GBE-UNED:
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Nuevos restos fósiles de la tortuga de gran tamaño Chelus colombiana


Acaba de ser publicado un artículo científico titulado “New Fossil Material of Chelus (Testudines: Chelidae) from the Middle Miocene of Peru”. El él se describen dos caparazones fósiles de la tortuga Chelus colombiana, procedentes de yacimientos con vertebrados del Mioceno Medio en las regiones del Arco de Fitzcarrald e Iquitos, en Perú. Un espécimen representa uno de los caparazones fósiles más completos del género, siendo también uno de los más grandes conocidos, con una longitud del caparazón de unos 85 cm y un peso del individuo en vida estimado en aproximadamente 65 kg. Las comparaciones morfológicas confirman la consistencia sincrónica con otros especímenes de Chelus colombiana de Colombia y Brasil.


Los nuevos hallazgos extienden la distribución geográfica conocida de Chelus colombiana y respaldan un amplio patrón de gigantismo en el tamaño corporal en tortugas sudamericanas del Mioceno, probablemente impulsado por la conectividad ecológica más que por factores climáticos. Sin embargo, la ausencia de material craneal asociado sigue siendo un obstáculo importante para resolver completamente la taxonomía de Chelus, analizándose este problema en detalle en esta nueva publicación.

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"Patrimonio paleontológico. Estado de la cuestión y retos de futuro", curso de verano de la UNED en Morella


Los recursos paleontológicos (tanto los yacimientos como las colecciones) son elementos singulares de la geosfera que proporcionan servicios ecosistémicos culturales de extraordinario valor. Estos recursos conforman la base del patrimonio paleontológico, que representa una parte fundamental del legado natural, científico y cultural. España alberga una extraordinaria diversidad de yacimientos fósiles, algunos de relevancia internacional, que permiten reconstruir la historia de la vida y comprender los cambios ambientales y biológicos ocurridos a lo largo de millones de años.

Además de su incuestionable valor científico como archivos naturales insustituibles para las ciencias de la Tierra y de la Vida, los recursos paleontológicos generan importantes beneficios culturales y sociales. Como testimonios tangibles de la historia natural, contribuyen a reforzar la identidad de los territorios en los que se localizan, impulsan el desarrollo de iniciativas de divulgación científica y turismo sostenible, y ofrecen oportunidades únicas para la educación ambiental y la promoción de valores vinculados a la conservación del patrimonio natural.

Yacimiento de icnitas de dinosaurio del Mas de Romeu (Morella)

No obstante, pese a su relevancia, los yacimientos paleontológicos se enfrentan a importantes desafíos para su gestión efectiva. Entre los principales destacan la ambigüedad legislativa derivada de su regulación por marcos normativos distintos, la escasez de estudios sistemáticos de valoración patrimonial, su elevada vulnerabilidad frente a procesos naturales y presiones antrópicas, la limitada coordinación entre administraciones competentes y la insuficiencia de recursos destinados a su protección y conservación.

En este contexto, del 9 al 11 de septiembre de 2026, se celebrará en Morella el curso de verano titulado "Patrimonio paleontológico. Estado de la cuestión y retos de futuro", tanto en formato presencial como online, organizado por el centro asociado de UNED Vila-real. Puedes inscribirte de forma online aquí.


El programa del curso es el siguiente:

Miércoles, 9 de septiembre

11:45-13:00 h.

¿Qué entendemos por patrimonio paleontológico? Conceptos, usos y conflictos

Francisco Ortega Coloma
Catedrático de Paleontología (UNED)


13:00-14:15 h.

La protección jurídica del patrimonio paleontológico en España

Rosario Leñero Bohórquez
Profesora Contratada Doctora (Universidad de Huelva)


15:30-17:45 h.

La paleontología ante el modelo arqueológico

Patricia Hevia
Jefa de Servicio de Patrimonio y Arqueología (JCCM)


17:45-19:00 h.

Patrimonio paleontológico y legislación ambiental

Enrique Díaz Martínez
Científico Titular (IGME-CSIC)


19:30-20:30 h.

Protección efectiva del patrimonio paleontológico (Mesa redonda)

Francisco Ortega Coloma
Catedrático de Paleontología (UNED)

Rosario Leñero Bohórquez
Profesora Contratada Doctora (Universidad de Huelva)

Patricia Hevia

Jefa de Servicio de Patrimonio y Arqueología (JCCM)

Enrique Díaz Martínez
Científico Titular (IGME-CSIC)


Jueves, 10 de septiembre

09:30-10:45 h.

Claves para la gestión del patrimonio paleontológico in situ

Esperanza Fernández
Profesora Titular (Universidad de León)


10:45-12:00 h.

Criterios para la valoración de yacimientos paleontológicos

Ainara Aberasturi Rodríguez
Directora del Museo Paleontológico de Elche


12:30-13:45 h.

La conservación de los fósiles desde la perspectiva de la conservación-restauración

Fátima Marcos
Profesora Contratada Doctora (Universidad Complutense de Madrid)


16:30-17:45 h.

Geoparques y gestión territorial del patrimonio paleontológico

Luis Mampel
Director Científico del Geoparque del Maestrazgo


17:45-19:00 h.

Hacia una gestión integrada del patrimonio paleontológico (Taller)

Francisco Javier Ruiz Sánchez
Profesor Titular (Universidad de Valencia)


19:30-20:30 h.

¿Qué tiene que cambiar en la concepción del Patrimonio Paleontológico? (Mesa redonda)

Ainara Aberasturi Rodríguez
Directora del Museo Paleontológico de Elche

Fátima Marcos
Profesora Contratada Doctora (Universidad Complutense de Madrid)

Francisco Javier Ruiz Sánchez
Profesor Titular (Universidad de Valencia)

José Miguel Gasulla

Técnico Paleontología Concesión Minera Vega del Moll- GBE-UNED

Esperanza Fernández
Profesora Titular (Universidad de León)


Viernes, 11 de septiembre

09:30-10:45 h.

La empresa privada en el patrimonio paleontológico

José Luis Barco
Director Gerente de Paleoymás


10:45-12:00 h.

Marketing de los recursos paleontológicos

Sonia Martínez Bueno
Colaboradora GBE-UNED


12:00-12:30 h.

Síntesis y despedida

Francisco Ortega Coloma

Esperanza Fernández


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"Dinosaurios de la Península Ibérica ¿cuáles? ¿dónde? ¿cuándo?" en "Café con el Dinosaurio" de la Universidad de La Rioja


Hoy arranca la segunda edición del ciclo de conferencias de divulgación científica en paleontología “Café con el Dinosaurio”, organizado por la Unidad de Paleontología Computacional del SCRIUR, Universidad de La Rioja. Esta segunda edición, bajo el lema “Un viaje a los ecosistemas durante el Mesozoico desde La Rioja”, tratará de acercar el conocimiento más actual acerca de las faunas y ecosistemas del Mesozoico de la Península Ibérica, acercando al público general a algunos de los paleontólogos que están detrás de las principales investigaciones, se dedican a la conservación del Patrimonio Paleontológico o se dedican también a la reconstrucción del aspecto en vida de estos animales extintos.

Esta tarde Francisco Ortega, catedrático de paleontología de la UNED, nos ofrecerá la primera charla de este nuevo ciclo, titulada “Dinosaurios de la Península Ibérica ¿cuáles? ¿dónde? ¿cuándo?” a las 19:00 desde la Biblioteca Rafael Azcona, en Logroño. En ella hará un recorrido por los principales grupos de dinosaurios que existieron en la Península Ibérica, los principales yacimientos donde se han encontrado y la evolución de estas faunas desde el Jurásico Superior, hasta el momento de su extinción al final del Cretácico.

Este ciclo trata de acercar a los paleontólogos al público general fuera del entorno universitario, por lo que irá desplazándose a varios puntos de La Rioja con cada nueva charla y también estará disponible en retransmisión online vía el canal de YouTube de @PaleoComp.


Además de la charla de Francisco Ortega hoy, guardad las siguientes fechas:

Jueves 02/07/2026
  • Adrián Blázquez – Reconstruyendo gigantes riojanos. Métodos y retos de la paleoilustración de dinosaurios
  • Escuela Superior de Diseño de La Rioja. ESDIR (Logroño)

Sábado 11/07/2026
  • Xabier Pereda-Suberbiola – Más allá de Iguanodon I: otros dinosaurios herbívoros de Cameros
  • Centro de Interpretación Paleontológica de La Rioja (Igea)

Lunes 27/07/2026
  • Ignacio Díaz-Martínez – Tras las huellas de los dinosaurios riojanos
  • Nuevo Cinema, Oficina de Turismo de Arnedo (Arnedo)

Miércoles 29/07/2026
  • Caterine Arias – Detrás del dinosaurio: conservación y restauración del patrimonio paleontológico
  • Escuela de Patrimonio Histórico (Nájera)

Viernes 23/10/2026
  • Fernando Escaso – Más allá de Iguanodon II: 100 años de descubrimientos de ornitópodos ibéricos
  • Salón de Actos Municipal de Soto en Cameros (Soto en Cameros)

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Más información:
  • Enlace a la página general del evento (incluye enlaces de YouTube de todos los episodios): https://www.unirioja.es/actividades/cafe-con-el-dinosaurio-2026-ciclo-de-conferencias-de-paleontologia/
  • Enlace a la retransmisión de hoy: https://www.youtube.com/live/LvGAWxKGXfE?si=iSmU9jAvUWPyRxES
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Marcas producidas por insectos cretácicos sobre restos de dinosaurios permiten reinterpretar la historia del yacimiento de Lo Hueco

Excavación de los restos de un dinosaurio titanosaurio en el yacimiento del Cretácico Superior de Lo Hueco en Fuentes (Cuenca)

Cuando los investigadores forenses analizan una escena del crimen, buscan huellas, marcas y rastros que les permitan reconstruir qué ocurrió con un cadáver tras la muerte. Algo muy parecido han hecho ahora un grupo de paleontólogos y entomólogos con unos restos de dinosaurios de hace unos 70 millones de años. A partir de pequeñas perforaciones conservadas en los huesos de dinosaurios titanosaurios del yacimiento de Lo Hueco, los investigadores han podido reconstruir las condiciones y el tiempo de exposición de los cadáveres antes de quedar enterrados y fosilizarse.

En un estudio que acaba de ser publicado en la revista Earth-Science Reviews se han identificado múltiples marcas de bioerosión, sobre todo perforaciones, en los restos óseos fósiles de dinosaurios del yacimiento de Lo Hueco. El hallazgo aporta nuevas evidencias sobre cómo se acumularon los cadáveres de estos dinosaurios gigantes en una llanura costera del Cretácico Superior en un paraje situado hoy unos kilómetros al sur de Cuenca. Concretamente, las marcas analizadas son pequeñas cavidades de sección elíptica excavadas en la superficie de los huesos semejantes a las que hacen las larvas de algunos escarabajos derméstidos durante la colonización de cadáveres actuales. La excepcional preservación del material ha permitido caracterizar de forma robusta un tipo de perforación que técnicamente se clasifica dentro de un icnogénero denominado Cubiculum.

Fase de reconocimiento de estructuras de bioerosión sobre los restos de titanosaurios en el Museo de paleontología de Castilla-la Macha en Cuenca

Los resultados sugieren que la excepcional acumulación de restos de titanosaurios en Lo Hueco no fue consecuencia de un enterramiento rápido provocado por un evento catastrófico, como se había interpretado previamente, sino que los cuerpos de estos animales permanecieron expuestos a la intemperie un periodo de tiempo que pudo prolongarse por semanas e incluso meses, lo que permitió su colonización por insectos necrófagos. Esta evidencia aporta información clave para reinterpretar los procesos tafonómicos y el escenario paleoecológico que dieron lugar al yacimiento.

La investigación, financiada por diferentes proyectos de la Agencia Estatal de Investigación y la Junta de Comunidades de Castilla-La Mancha, y coordinado por el Grupo de Biología Evolutiva de la UNED, ha sido liderado por el profesor Zain Belaústegui (Facultad de Ciencias de la Tierra e IRBio de la Universitat de Barcelona), en colaboración con paleontólogos de la UNED y entomólogos forenses de la Universidad de Alcalá (UAH).

Aspecto de las marcas de bioerosión sobre huesos de dinosaurios titanosaurios del yacimiento de Lo Hueco

Lo Hueco es uno de los yacimientos de dinosaurios más importantes del Cretácico Superior europeo y ha proporcionado una gran cantidad tanto de restos óseos aislados como de esqueletos relativamente completos de grandes saurópodos titanosaurios que vivieron hace unos 70 millones de años. Todo este material se encuentra depositado en el Museo de Paleontología de Castilla-La Mancha (MUPA) en Cuenca.

El estudio de la bioerosión producida por insectos en diferentes estructuras esqueléticas, como huesos, cuernos u osteodermos, es muy útil para descifrar el proceso de fosilización, ya sea en elementos aislados o esqueletos articulados más o menos completos”, detalla Zain Belaústegui. “En este caso, nos indica que los restos estuvieron expuestos el tiempo suficiente para que insectos necrófagos pudieran perforar estas estructuras”.

A partir del análisis icnológico, que es la disciplina que estudia las trazas o huellas fósiles que ha dejado la actividad de los organismos del pasado, se plantea cómo el cadáver de un gran vertebrado pudo sostener a toda una comunidad de organismos carroñeros durante un periodo prolongado. Para determinar este tiempo de exposición, se estudió el comportamiento de las larvas del escarabajo actual Dermestes frischii, capaz de generar trazas análogas a Cubiculum sobre cadáveres de cocodrilos y avestruces. Los datos muestran que estas estructuras requieren al menos 240 horas para formarse, e incluso mucho más en condiciones naturales.

Cultivo de escarabajos derméstidos actuales generando marcas de bioerosión en fragmentos de huesos actuales usados como material de comparación

Cuanta más información sobre el proceso de fosilización se pueda obtener, más precisa será la reconstrucción del ambiente en el que vivieron y murieron estos dinosaurios”, apunta Francisco Ortega, catedrático de Paleontología en la Facultad de Ciencias de la UNED. Gracias a la abundancia de estas marcas, los investigadores han determinado que los dos niveles fosilíferos principales de Lo Hueco tuvieron una etapa de exposición ambiental más larga de lo que se había inferido previamente, haciendo menos probable la hipótesis de un enterramiento rápido.

Aspecto de las marcas de bioerosión sobre un osteodermo de un dinosaurio titanosaurio del yacimiento de Lo Hueco

Finalmente, el trabajo incluye también una revisión de más de 140 referencias sobre bioerosión de insectos en tejido óseo, desde el Triásico Medio hasta el Holoceno. De todas ellas, solo una correspondía a la península ibérica, lo que subraya la relevancia de este nuevo estudio y la necesidad de continuar explorando este registro.

Los resultados obtenidos en Lo Hueco muestran además el potencial de las trazas producidas por insectos para reconstruir los acontecimientos que tuvieron lugar entre la muerte de un organismo y las primeres fases de su fosilización, aportando información relevante para la reconstrucción de algunos aspectos de la historia de los ecosistemas del pasado.

Imagen de detalle de un molde de las marcas de bioerosió que se encuentran en los restos de titanosaurios de Lo Hueco. Escala 10mm

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Patología en una tortuga caretoquélida del Mioceno inferior de Egipto

El Grupo de Biología Evolutiva ha participado recientemente en la publicación de un nuevo artículo científico en la revista Biology (Basel), en colaboración con investigadores de la Universidad Complutense de Madrid y de la Universidad de El Cairo. El trabajo, titulado “Paleopathology of a Lower Miocene Carettochelyid Turtle from the Moghra Formation, Egypt”, analiza por primera vez la presencia de alteraciones patológicas en el caparazón de una tortuga fósil africana del grupo de los caretoquélidos, procedente del Mioceno inferior de Egipto.


Para la caracterización de las anomalías observadas se llevó a cabo un análisis comparativo basado en metodologías osteopatológicas clínicas y veterinarias estandarizadas. Los resultados revelaron alteraciones estructurales significativas tanto en la superficie externa como en el interior de las placas afectadas, incluyendo crecimientos globulares irregulares y procesos de remodelación interna evidenciados por la formación de tejido óseo de alta densidad. Estas características han permitido identificar patologías que difieren de las trazas de bioerosión y otras modificaciones superficiales previamente documentadas en tortugas de la Formación Moghra. En concreto, las lesiones identificadas son compatibles con un proceso infeccioso óseo avanzado, concretamente osteomielitis.


La condición observada probablemente se originó a partir del compromiso estructural de las placas del caparazón debido a un traumatismo mecánico o a procesos erosivos, lo que habría facilitado la entrada de patógenos acuáticos oportunistas. Este tipo de mecanismo infeccioso es frecuente en taxones acuáticos, donde la exposición constante al medio favorece la infiltración de microorganismos una vez que la integridad del caparazón se ve comprometida. La posterior formación de hueso denso nuevo refleja una respuesta fisiológica activa destinada a aislar la infección y preservar la estabilidad estructural de las placas del caparazón.

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"Paleocharlas: Tarde de divulgación paleontológica" con la Asociación ABIES en el CIEA Dehesa de La Villa


El próximo 19 de junio tendrá lugar el evento "Paleocharlas: Tarde de divulgación paleontológica", de la mano de la Asociación ABIES. El evento tendrá lugar a las 16:00 en el CIEA Dehesa de La Villa, en Madrid. Numerosos ponentes contarán desde una perspectiva divulgativa sus investigaciones, incluyendo temáticas tan diversas como tortugas, cocodrilos, dinosaurios, reptiles marinos, peces y otras salidas en paleontología fuera de la investigación. Entre esos ponentes se encuentran miembros del Grupo de Biología Evolutiva de la UNED, incluyendo a María Gutiérrez Gálvez, Alberto Cabezuelo Hernández, Alejandro Villanueva, Fernando Sanguino y María Fuentes. Adjuntamos el programa completo más abajo. ¡Os esperamos por allí!


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Anatomía postcraneal, morfología, variabilidad y distribución paleobiogeográfica y estratigráfica de los simosáuridos: ¡La Tesis!


El pasado viernes 5 de junio de 2026 tuvo lugar la defensa de Tesis titulada “The postcranial anatomy of Simosauridae (Sauropterygia): insights into the variability, and paleobiogeographic and stratigraphic distributions of the clade” realizada por Alberto Cabezuelo Hernández. La Tesis ha sido dirigida por los doctores Adán Pérez García y Carlos de Miguel Chaves, ambos pertenecientes al Grupo de Biología Evolutiva (GBE) de la UNED. El doctorando obtuvo el título de Doctor en Ciencias con una calificación de sobresaliente Cum Laude.


Durante el desarrollo de su Tesis Doctoral, el doctorando ha llevado a cabo una puesta al día sobre la anatomía postcraneal de Simosauridae, un grupo de sauropterigios relativamente poco conocido. Así, se han proporcionado descripciones detalladas anatómicas del grupo, aportando datos relevantes en este sentido y emendando las diagnosis tanto del grupo, como de las dos especies válidas que lo conforman: Simosaurus gaillardoti y Paludidraco multidentatus. También se ha aportado información actualizada sobre las distribuciones paleobiogeográficas y estratigráficas del grupo, reportando abundante material nuevo de simosáuridos. A continuación, os dejamos el resumen de la Tesis:

Sauropterygia es uno de los grupos más exitosos de reptiles acuáticos del Mesozoico, su registro fósil siendo conocido desde el Triásico Inferior (Olenekiense) hasta el Cretácico más superior (Maastrichtiense). El grupo se divide tradicionalmente en Placodontiformes, que incluye las formas más primitivas, y los más derivados Eosauropterygia. Los eosauropterigios incluyen una amplia diversidad de formas [i.e., Pachypleurosauria, Nothosauria, Simosauridae, and Pistosauroidea (estos últimos incluyendo a Plesiosauria)], conociéndose varios esqueletos completos o casi completos. En este sentido, la disponibilidad de numerosos individuos de algunas especies de eosauropterigios ha permitido caracterizar la variabilidad intraespecífica, incluyendo el dimorfismo sexual y la variación ontogenética. Así, la anatomía postcraneal de varios eosauropterigios, especialmente paquipleurosaurios y notosaurios, es relativamente bien conocida debido a numerosos esqueletos de preservación excepcional. Contrariamente, los pocos esqueletos documentados relativamente completos de Simosauridae no preservan la mayor parte de las regiones cervical, caudal, o de las extremidades anterior y posterior. Estos esqueletos parcialmente completos se limitan a dos individuos del taxón centroeuropeo Simosaurus gaillardoti, y al holotipo del taxón español Paludidraco multidentatus. Aunque este último preserva un esqueleto poscraneal relativamente completo, no ha sido descrito en detalle. Por tanto, la mayor parte del conocimiento sobre anatomía postcraneal en Simosauridae se restringe a la región dorsal del esqueleto, basándose principalmente en S. gaillardoti. Consecuentemente, la anatomía postcraneal de los simosáuridos es comparablemente menos conocida que aquélla de otros sauropterigios del Triásico.

En este contexto, el estudio detallado sobre la anatomía postcraneal de Simosauridae se lleva a cabo en la presente Tesis Doctoral, basándose tanto en material publicado como en abundante material inédito, incluyendo material de preservación excepcional de P. multidentatus y abundantes restos fósiles de otros representantes europeos y de Oriente Medio. Esta Tesis Doctoral persigue aportar nueva información sobre este pobremente conocido grupo de sauropterigios. Así, datos relevantes sobre la morfología, y sobre las distribuciones paleobiogeográfica y temporal de Simosauridae son analizados en detalle, adicionalmente aportando una discusión actualizada sobre la diversidad del grupo.


Al concluir el acto, el doctorando se sometió a una serie de preguntas por parte de los miembros del Tribunal de Tesis, compuesto por los doctores Andrea Arcucci (Universidad Nacional de San Luis, Argentina), Ignacio Díaz Martínez (Universidad de Cantabria, España) y Penélope Cruzado (Universidad de La Laguna, España).

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Más información:
  • Referencia: Cabezuelo Hernández, A. 2026. The postcranial anatomy of Simosauridae (Sauropterygia): insights into the morphology, variability, and paleobiogeographic and stratigraphic distributions of the clade. Tesis Doctoral. UNED, Madrid.
  • Imágenes: De arriba a abajo, portada de la Tesis Doctoral defendida por Alberto Cabezuelo Hernández (ilustración de portada realizada por Carlos de Miguel Chaves); Alberto Cabezuelo Hernández, ya doctor, junto a los miembros de Tribunal y sus dos directores de Tesis.