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Estudo sobre um saurópode gigante da Junqueira (Pombal) no XII Congresso Nacional de Geologia


Uma equipe internacional paleontólogos do Instituto Dom Luiz da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, do Grupo de Biología Evolutiva da UNED, do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, da Universidad Complutense de Madrid, entre outras instituições, apresentam no XII Congresso Nacional de Geologia, realizado no final de junho, em Évora, as mais recentes descobertas sobre os fósseis do Jurássico Superior de Pombal.


O paleontologo Pedro Mocho liderou um estudo sobre um dinossáurio saurópode de grande tamanho coletado na jazida da Junqueira em Santiago de Litém (Pombal). No trabalho intitulado “Sauropod presacral vertebrae from the Upper Jurassic deposits of Junqueira (Pombal, Portugal)”, Pedro Mocho e colaboradores descrevem, comparam e analisam vários restos fósseis encontrados nesta localidade, em particular, um conjunto des restos de vértebras dorsais. Neste estudo confirma-se a sua atribuição ao grupo dos braquiossaurídeos, e comparam de forma detalhada com outros membros des grupos, como Lusotitan atalaiensis, Giraffatitan brancai, Vouvria dampariensis e Brachiosaurus altithorax. O indivíduo da Junqueira correspondende a um dos maiores exemplares deste grupo encontrados na Europa. O resumo desta apresentação encontra-se abaixo:

The Iberian Peninsula has a relatively rich dinosaur record, especially in the Kimmeridgian–Tithonian deposits of the Lusitanian Basin, where sauropods with brachiosaurid affinities occur. However, European Upper Jurassic brachiosaurids remain poorly known due to scarce diagnostic fossils. To date, only four taxa have been formally recognized. Notably, the Upper Jurassic deposits of the Pombal region have proven especially productive, yielding several large-bodied individuals preliminarily assigned to Titanosauriformes. These include specimens from the Junqueira, Monte Agudo, and Mouriscas fossil sites. At Junqueira, a large sauropod was recovered from the Upper Jurassic deposits of the Bombarral Formation. The site excavated in 2015 during two paleontological expeditions yielded multiple axial and appendicular elements, including dorsal and caudal vertebrae, ribs, and portions of the pelvic girdle. Herein, we describe the presacral vertebrae of Junqueira sauropod. Dorsal vertebrae in sauropods provide key anatomical information for detailed systematic assessments, due to their structural complexity. The Junqueira specimens represent a single individual, being assigned to Titanosauriformes based on the presence of camellate internal bone and posterior acute pneumatic foramen. They also display a combination of features supporting their attribution to Brachiosauridae, including a divided spinopostzygapophyseal lamina (SPOL) in the middle and posterior dorsal vertebrae, strongly dorsoventrally compressed dorsal centra, and slightly opisthocoelous posterior dorsal centra. Additional diagnostic traits include well- developed hypantrum facets (ventrally connected by a thin lamina on both sides, like Giraffatitan brancai), prominent centroprezygapophyseal facets, and a ventrally displaced contact between the spinodiapophyseal lamina (SPDL) and SPOL that does not reach the triangular aliform process. This specimen provides valuable insights into the morphology of the Late Jurassic brachiosaurids from Portugal, exhibiting characteristics consistent with Lusotitan atalaiensis,  taxon otherwise known from considerably more fragmentary dorsal material.

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Estudo de um esfenodonte de Andrés (Pombal) no XII Congresso Nacional de Geologia


Uma equipe internacional paleontólogos do Grupo de Biología Evolutiva da UNED, do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, da Fundación de Historia Natural Félix de Azara (Universidad Maimónides), do CONICET e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, apresentam no XII Congresso Nacional de Geologia, realizado no final de junho, em Évora, algumas mais recentes descobertas sobre os fósseis do Jurássico Superior de Pombal.


As jazidas fossilíferas de Andrés e Junqueira em Pombal, com cerca de 150 milhões de anos, têm revelado uma extraordinária diversidade de fósseis de dinossáurios e outros vertebrados, reforçando a importância de Pombal como uma das principais regiões portuguesas para o estudo do Jurássico Superior. Entre os resultados apresentados destaca-se o estudo de um pequeno réptil esfenodonte (grupo atualmente representado pela Tuatara) encontrado na jazida de Andrés (Santiago de Litém, Pombal). Neste trabalho intitulado “A new Opisthodontian sphenodontian from Pombal (Portugal) and its implications for Late Jurassic lepidosaur evolution”, e apresentado pelo paleontólogo Francisco Ortega, o excelente estado de conservação do fóssil permitiu melhorar o nosso conhecimento sobre a evolução destes animais no continente europeu durante Jurássico Superior. O resumo desta apresentação encontra-se abaixo:

Sphenodontians are relics today of a once diverse and globally distributed component of Mesozoic terrestrial ecosystems. Yet, their Upper Jurassic European record remains scarce and fragmentary outside classic localities such as Solnhofen (Germany) and Cerin (France). Here we report a new sphenodontian from the Tithonian of the Lusitanian Basin (Andrés site, Pombal, Portugal), representing one of the most complete specimens of a fully terrestrial sphenodontian from the European Upper Jurassic. The material reported in preliminary studies includes a partial skeleton preserving a complete skull and articulated postcrania. The specimen comes from fluvial to floodplain deposits of the Bombarral Fm., indicating a fully terrestrial environment linked to a low-energy meandering river system. Comparative anatomical analysis supports its assignment to Opisthodontia, showing close affinities with the North American species Opisthias rarus, particularly in mandibular structure and dentition. However, a unique combination of cranial and dental features justifies its recognition as a distinct taxon. Phylogenetic analyses based on recent datasets of eusphenodontians recover this taxon within a lineage of terrestrial opisthodontians distributed across Laurasia during the Late Jurassic. The presence in Portugal of a form close to Opisthias rarus supports hypotheses of episodic faunal connectivity between North America and southwestern Europe across the proto-North Atlantic during the Kimmeridgian–Tithonian interval, followed by regional differentiation. The exceptional preservation of this specimen not only provides new insights into the anatomy of early opisthodontians but also expands the known geographic range of this poorly represented group into the Iberian landmass and reinforces the Lusitanian Basin as a key region for understanding Late Jurassic vertebrate diversity and paleobiogeography. Moreover, this represents the first definitive record of sphenodontians in the Iberian landmass, together with forms from the UK, suggesting a previously underestimated diversity of terrestrial sphenodontians in Europe and expanding our understanding of their ecological and evolutionary roles.

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Coleções de vertebrados miocénicos do Museu Nacional de História Natural e da Ciência no XII Congresso Nacional de Geologia


As coleções de vertebrados miocénicos do Museu Nacional de História Natural e da Ciência estiveram presentes no XII Congresso Nacional de Geologia da Sociedade Geológica de Portugal, em Évora. O paleontólogo Pedro Mocho e colaboradores documentaram em comunicação oral os trabalhos que estão a ser desenvolvidos numa coleção com centenas de exemplares de vertebrados do Miocénico.

O Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa conserva uma importante coleção de fósseis de vertebrados do Miocénico da Bacia do Baixo Tejo, reunidos desde o século XIX. Esta coleção que sobreviveu ao incêndio de 1978 que deflagrou no edifício da Escola Politécnica, e está atualmente a ser alvo de trabalhos de inventariação, caracterização e digitalização para garantir a sua preservação e facilitar futura investigação. Entre os exemplares destacam-se fósseis dos antepassados dos elefantes, baleias, crocodilos, tubarões, raias, peixes e tartarugas, revelando a diversidade da fauna que habitava a região de Lisboa há cerca de 20 a 7 milhões de anos.


Estes trabalhos estão a ser realizados pelo Museu Nacional de História Natural e da Ciência em colaboração com o Instituto Dom Luiz e o Centre for Ecology, Evolution and Environmental Changes (CE3C) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Portugal), bem como com o Grupo de Biología Evolutiva da UNED e com a Universidad Complutense de Madrid e a UNED (Espanha). O resumo desta apresentação encontra-se abaixo:

The Museu Nacional de História Natural e da Ciência of the Universidade de Lisboa (MNHNC-ULisboa) holds an important paleontological collection of fossil vertebrates collected from marine to terrestrial Miocene deposits of the Lower Tagus Basin in Portugal. The specimens come from stratigraphic levels ranging from the Burdigalian to the upper Tortonian. This collection incorporates objects collected since the 19th century, including the first Portuguese fossil vertebrates to be mentioned in the literature. A substantial part of the collection consists of specimens collected in the 1960s from numerous Miocene locations, mainly from the northern and eastern areas of Lisbon, and from the Peninsula of Setúbal. Most of these specimens were collected in the context of civil construction associated with the suburban expansion of Lisbon and were often extracted by the construction workers under uncontrolled excavations, resulting in limited information about their taphonomic context. In 1978, the facilities of the MNHNC were hit by a fire that significantly affected the museum's geological collections. Fortunately, part of the paleontological collections had been temporarily relocated to a separate wing of the museum, which, although partially damaged, did not result in the destruction of most of the Miocene vertebrate collection. Since then, additional specimens have been collected and incorporated into the collection. Recently, the MNHNC has undertaken a comprehensive effort to inventory, catalogue, and characterize this collection, as well as to establish priorities according to its conservation needs, the first results of which are presented here. This work has enabled the identification of the main conservation and restoration requirements, as well as the development of both preventive and curative conservation protocols. All specimens and associated historical data are being catalogued and documented through detailed photographic records, including the generation of 3D models. This process improved understanding of the collection, and a topographic record is being developed to enhance identification, accessibility, and research use. Preliminary anatomical and systematic assessments have allowed us to identify the main faunistic groups represented in the collection, which are dominated by proboscideans (e.g. Gomphotherium), cetaceans, crocodiles and chondrichthyan fishes, and less abundantly by actinopterygian fishes and turtles.

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El proyecto divulgativo “Érase una vez en Cuenca” y la propuesta didáctica "Del aula al museo virtual" en el XXIII Simposio sobre enseñanza de la Geología


La AEPECT (Asociación Española Para la Enseñanza de las Ciencias de la Tierra), celebra de forma bianual sus simposios sobre la enseñanza de la Geología y este año, su vigesimotercera edición tuvo lugar en Almería del 6 al 11 de julio. El objetivo de estos encuentros es promover la participación activa a través de conferencias, charlas y talleres prácticos, y al mismo tiempo, generar una experiencia educativa más inmersiva con la programación de ponencias, demostraciones, visitas científicas, salidas de campo y mesas redondas donde las protagonistas son las personas asistentes.

A lo largo del simposio se abordaron temáticas de actualidad centradas en los riesgos geológicos ligados a procesos naturales, en la capacidad de la Geología para entender procesos adaptativos y mitigadores del cambio climático o cómo la divulgación y la interpretación de la geología puede ser una gran herramienta ciudadana para la prevención de las consecuencias socioeconómicas y ambientales de las catástrofes naturales. Además, se realizaron diferentes salidas de campo y visitas patrimoniales que mostraron el amplio abanico de diversidad geológica y el rico patrimonio geológico de Almería.


Por otro lado, uno de los atractivos de estos simposios es el programa paralelo de actividades culturales y lúdicas, que favorece la creación de un clima de relaciones cordiales y permite dar a conocer los atractivos del lugar. Como ejemplo, el jueves 9 se visitó el parque temático Mini Hollywood, situado en el Desierto de Tabernas, escenario de miles de rodajes cinematográficos y publicitarios, y a continuación se celebró la cena de gala con concierto posterior.


Con respecto a las comunicaciones en las que están involucrados miembros del Grupo de Biología Evolutiva de la UNED, el martes 7 de julio, Karina García e Iván Narváez presentaron "Del aula al museo virtual: el tiempo geológico, la deriva continental y la historia de la vida en la Educación Secundaria", cuyo resumen es el siguiente:

La enseñanza de la geología plantea importantes retos didácticos debido a su elevado nivel de abstracción, a la escala temporal profunda y a la escasez de referentes experienciales para el alumnado. Con el fin de superar estas barreras, los museos virtuales y los recursos digitales destacan como herramientas clave que conectan la enseñanza formal y no formal, favoreciendo la alfabetización científica. En este contexto, se presenta una propuesta didáctica innovadora centrada en el uso de estos espacios como entornos activos de aprendizaje. La iniciativa, implementada durante tres cursos académicos en la Educación Secundaria de Portugal, y actualmente en adaptación al contexto curricular español, combina la exploración digital autónoma con metodologías activas y actividades de comunicación científica. Los resultados previos confirman que esta práctica aumenta el compromiso del alumnado, facilita la comprensión de procesos geológicos y evolutivos complejos, desarrolla competencias científicas, digitales y comunicativas y fomenta la alfabetización científica en Ciencias de la Tierra.


El jueves 9 de julio, Iván Narváez presentó, en representación del GBE-UNED, el IES San José de Cuenca y la Unidad de Cultura Científica de la UNED, la comunicación titulada "Érase una vez en Cuenca, un proyecto divulgativo que acerca el patrimonio paleontológico de Lo Hueco a las aulas de Educación Secundaria", cuyo resumen es el siguiente:

El registro fósil de vertebrados de la Formación Villalba de la Sierra es uno de los más diversos del Cretácico Superior europeo, destacando especialmente el yacimiento de Lo Hueco. La presente comunicación describe la actividad didáctica “Érase una vez en Cuenca: Un viaje al Cretácico Superior de Lo Hueco”, desarrollada durante la segunda mitad de 2025 y el inicio de 2026 con estudiantes de 1º de ESO del IES San José (Cuenca). El proyecto tuvo como objetivos principales valorizar el patrimonio paleontológico regional, fomentar vocaciones científicas y concienciar sobre la conservación del patrimonio natural. La actividad se ha desarrollado en tres fases: (i) elaboración de réplicas de fósiles relacionadas con el registro del Cretácico de Castilla-La Mancha, (ii) ciclo de actividades teórico-prácticas en el centro educativo y (iii) realización de una exposición en el propio centro educativo a partir de dichas réplicas con el apoyo de los integrantes del Grupo de Biología Evolutiva de la UNED. Los resultados demuestran que el uso de recursos tangibles como las réplicas y el aprendizaje activo posibilitó a los alumnos pasar de receptores a divulgadores de su propio patrimonio. El éxito del proyecto y su buena acogida en el IES San José abre la posibilidad de replicarlo en otros centros educativos, tanto en la provincia de Cuenca como en otras regiones de España y Portugal.
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La distribución estratigráfica de simosáuridos en el XXIII Annual Meeting de la EAVP


Miembros del Grupo de Biología Evolutiva de la UNED han presentado durante la 23a edición de la EAVP la comunicación titulada “The stratigraphical distribution of Simosauridae (Sauropterygia): an update on the occurrences of the clade”. En esta comunicación se ha presentado una puesta al día sobre el registro tanto temporal como geográfico del clado. Así, se ha considerado la información anatómica disponible en la bibliografía y aquélla derivada del reestudio de material clásico, así como la aportada por nuevo material procedente tanto de Oriente Medio como de Europa, destacando principalmente los ejemplares correspondientes al holotipo y paratipo del taxón sauropterigio español Paludidraco multidentatus. A continuación, os dejamos el resumen perteneciente a este trabajo:

Sauropterygia, whose fossil record ranges from the Lower Triassic (Olenekian) to the uppermost Cretaceous (Maastrichtian), is a highly diversified clade of aquatic reptiles comprising Placodontia, Pachypleurosauria, Simosauridae, and Pistosauroidea. Simosauridae is poorly understood relative to the other sauropterygian clades, as few relatively complete skeletons have been studied, corresponding to the only two valid species: Simosaurus gaillardoti, from the Ladinian (Middle Triassic) of France and Germany; and Paludidraco multidentatus, from the Carnian (Late Triassic) of Spain. Additional simosaurid remains, mostly of indeterminate generic attribution, are known from Europe and the Middle East. In this context, Simosauridae was suggested to be limited to the uppermost Anisian (Middle Triassic) or lowermost Ladinian in the Middle East, its putative European fossil record extending from the Anisian to the Rhaetian (Late Triassic). Nonetheless, a precise age was never provided for any of the Middle East remains. Regarding the European material, the clade confirmed record ranges from the Ladinian to the Carnian. Nonetheless, the genus Simosaurus was putatively reported from the Anisian of Germany and from the Rhaetian of France, but without proper justification. However, both Middle East and European attributions were made when knowledge on simosaurid anatomy was relatively poor, almost exclusively limited to S. gaillardoti. In this work, we discuss in detail the temporal distribution of Simosauridae considering previously documented and new material. The Anisian presence of Simosauridae in the Middle East and the youngest record of the clade in the Carnian of Europe are here confirmed. Additionally, the European Anisian occurrences are discussed.

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Un resumen de la participación del GBE en el XXIII Annual Meeting de la EAVP


Fiel a su cita entre el final de junio y principios de julio, la vigesimotercera edición del congreso internacional de la European Association of Vertebrate Palaeontologists (EAVP) se ha celebrado este año en Vilna (Lituania). Esta ciudad, uno de los centros culturales de los países bálticos, cuenta con uno de los cascos antiguos medievales mejor conservados del norte de Europa, y desde el 29 de junio y el 5 de julio albergó el encuentro en el Hotel Artis organizado por integrantes del Nature Research Centre (NRC).


Varios miembros del GBE de la UNED han participado este año con algunas contribuciones. A continuación, os dejamos un listado de los trabajos presentados (del cuál se irá ampliando información en los sucesivos días):
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Los dientes de dinosaurios abelisáuridos de Algora


Los trabajos realizados, durante cerca de 15 años, en el área paleontológica de Algora (provincia de Guadalajara, España) han permitido reconocer la mayor concentración de macrorrestos de vertebrados cenomanienses de Europa. Entre su relativa diversa fauna se identifica la presencia de dinosaurios terópodos. La información sobre este linaje de dinosaurios depredadores era extremadamente limitada. Sin embargo, el hallazgo de dientes aislados es relativamente abundante en esta localidad fosilífera.


Un nuevo trabajo que acaba de ser publicado en la prestigiosa revista Scientific Reports analiza una muestra de 40 dientes de terópodos del yacimiento cenomaniense español de Algora. Todos ellos son reconocidos como pertenecientes a Abelisauridae, según los resultados de análisis cladísticos, de componentes principales y discriminantes. Estos dientes muestran una combinación de caracteres que permiten su identificación como pertenecientes a un taxón estrechamente relacionado con Majungasaurus. Dicha interpretación es consistente con una dispersión de del linaje de terópodos Majungasaruinae desde Gondwana hacia Europa durante el Cenomaniense, o posiblemente antes, y apoya la hipótesis de la coexistencia de dos linajes diferentes de abelisáuridos en Europa durante el Cretácico Superior.


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Um grande crânio de cetáceo do Mioceno de Barreira Dias Coelho no XII Congresso Nacional de Geologia


Durante o Congresso Nacional de Geologia de 2026, que decorreu entre os dias 21 a 26 de junho, Figueiredo et al. apresentaram os resultados do estudo sistemático que têm vindo a desenvolver sobre o maior crânio de cetáceo fóssil registado em Portugal, até ao momento. O espécime faz parte das coleções do Museu Geológico (LNEG, Lisboa) e terá sido coletado nos depósitos do Serravaliano da Barreira Dias Coelho, em Marvila (Lisboa). Análises cladísticas preliminares, atribuem este exemplar ao grupo Balaenopteroidea, tratando-se assim do primeiro registo deste clado no Miocénico de Portugal. A investigação está a ser levada a cabo por elementos do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa (MNHNC), Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Instituto Dom Luiz (IDL), Grupo de Biología Evolutiva de la Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED), Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (MN-UFRJ), Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), Department of Ecoscience of Aarhus University, Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro (CESAM) e do Grupo de Etnologia e Arquelogia da Lourinhã del Museu da Lourinhã (GEAL). O resumo desta apresentação encontra-se abaixo:

Cetaceans are well known for their modern diversity, but their fossil record is key to understanding their evolution, showing how they transitioned from land-dwelling mammals to fully aquatic forms with a wide range of shapes, sizes, and ecological roles. The Neogene sedimentary deposits of Portugal are rich in cetacean fossils, especially in the Lower Tagus basin. Hundreds of specimens, including numerous cranial remains, have been collected since the 19th century. While some specimens have been thoroughly described, many still await comprehensive anatomical and phylogenetic study. The Portuguese Cetacea fossil fauna includes Mysticeti (Cetotheriidae) and Odontoceti (Ziphiidae, Kentriodontidae, Eurhinodelphinidae and Platanistidae). Here we describe in detail an unpublished mysticete skull (MG4962) housed in the Museu Geológico (LNEG, Lisboa). This specimen was collected from early Serravallian deposits at Barreira Dias Coelho (Marvila, Lisboa), probably belonging to the Argilas de Xabregas Formation (Division VIa of Cotter). These marine deposits represent the deepest Neogene sequence of the Lower Tagus Basin and correspond to the largest Miocene transgressive event in the region. MG 4962 is the largest cetacean skull known from the Miocene of Portugal. In addition to its large size, MG 4962 is characterized by a concave supraoccipital with sharp, laterally projected nuchal crests, and a well-developed occipital crest; nutrient foramina in the frontal bone; parallel-sided nasals with a lightly posteriorly directed W-shaped anterior margin; transversely wide and parabolic postglenoid process; a hypertrophied falciform process of the squamosal; and an anteroposteriorly concave ventral surface of the vomerine crest. A preliminary phylogenetic analysis places MG 4962 within Balaenomorpha clade showing affinities to balaenopteroids (Balaenopteridae + Eschrichtiidae), although its position within this clade remains uncertain. If confirmed, this specimen will represent the first fossil balaenopteroid recorded from the Neogene of Portugal, expanding current knowledge of Miocene whale diversity in the region. The occurrence of such a large mysticete in the deepest marine deposits of the Lower Tagus Basin is consistent with the major middle Miocene transgression. Future work will include expanded phylogenetic analysis and computed tomography (CT) to investigate internal anatomy.

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Os diplodocoideos como chave para compreender o turnover faunístico da transição Jurássico-Cretáceo no XII Congresso Nacional de Geologia


O XII Congresso Nacional de Geologia de Portugal realizou-se nos passados dias 21 a 26 de Junho, na cidade de Évora. Naquela que é considerada a capital do Alentejo português, dotada de centro histórico classificado como património mundial da UNESCO, alguns membros do GBE-UNED apresentaram os resultados mais recentes das suas investigações.

A comunicação intitulada "Diplodocoidea (Sauropoda) as key to understanding the environmental and ecological context of the Jurassic/Cretaceous transition", da autoria de Joana Órfão (IDL-FCUL, GBE-UNED) e co-autores, teve como objetivo demonstrar como o registo fóssil de diplodocoides pode ajudar a compreender melhor o turnover faunístico da transição Jurássico/Cretácico. Através da aplicação de um conjunto integrado de metodologias analíticas ajustadas a estudos de paleodiversidade e paleobiogeografia, demonstrou-se que apesar da diversidade dos diferentes clados de Diplodocoidea terem sido afectados de maneiras distintas pelas alterações ambientais características deste período de transição, a existência de distintas distribuições geográficas para os subclados Flagellicaudata e Rebbachisauridae não estará ligada a factores climáticos. Identificou-se também a existência de um efeito Lagerstätten nas curvas globais de diversidade de Diplodocoidea, ligado à Formação Morrison (Jurássico Superior, Estados Unidos), e que pode ser mitigado através da implementação de metodologias adequadas de estimação, tais como o shareholder quorum subsampling (SQS). Segue em baixo o resumo da comunicação, em inglês.

The Jurassic-Cretaceous boundary (J/K), approximately 145 million years ago, coincided with the gradual opening of the North Atlantic and the Tethys Sea. During this period, there was a general eustatic sea-level rise, accompanied by global cooling, a general increase in precipitation and more pronounced seasonality in certain parts of the planet. These environmental shifts had a profound impact on marine and terrestrial life, evident in a phenomenon of faunal turnover and a global sharp diversity decline that are well documented in the fossil record. Larger and more specialised terrestrial taxa such as Sauropoda, a diverse group of large herbivorous dinosaurs, were disproportionately affected by these changes. Notably, iconic Late Jurassic neosauropod clades such as Diplodocinae and Camarasauridae started to decline and/or went extinct during the J/K transition, whereas Titanosauriformes and Rebbachisauridae began to diversify and would later dominate Cretaceous landscapes. Herein, we focus on the sauropod clade Diplodocoidea and demonstrate the potential of its fossil record to advance our understanding of the J/K faunal turnover, by applying an integrated approach comprising paleobiogeographic and paleodiversity methodologies. We demonstrate that the main Diplodocoidea subclades were differently affected by the J/K environmental changes, with Late Jurassic Flagellicaudata declining markedly whereas Rebbachisauridae persisted until the Early to mid-Cretaceous. Additionally, and despite apparent differences in paleogeographic distribution, the climatic niche space occupied by both clades is seemingly identical, suggesting a possible niche takeover mechanism within Diplodocoidea. Finally, we compare our paleodiversity estimates with those from previous studies in literature, while also assessing the influence of sampling biases in our results. Notably, we recover a Lagerstätten effect for the Morrison Formation (Upper Jurassic, USA) that can be mitigated through adequate methodological techniques such as Shareholder Quorum Subsampling.

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Resumo do XII Congresso Nacional de Geologia em Évora (Portugal)


No passado dia 21 a 26 de Junho, realizou-se o XII Congresso Nacional de Geologia em Évora. Neste congresso foram apresentados vários trabalhos que resultam da coloboração de vários anos entre o Instituto Dom Luiz da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Museu Nacional de História Natural e da Ciência e o Grupo de Biología Evolutiva-UNED.

Durante este encontro, foram apresentados vários resumos centrados no estudo dos vertebrados do Jurássico Superior de Pombal (Andrés e Junqueira), em estudos morfo-funcionais e de análises de diversidade sobre os dinossáurios saurópodes, descrição de um novo crânio de cetáceo proveniente do Miocénico português, e um estudo centrado na inventariação e caracterização das coleções de vertebrados miocénicos do Museu Nacional de História Natural e da Ciência de Lisboa. Alexandre Fonseca consegue ainda o Prémio de Melhor Comunicação oral com o trabalho intitulado: "Appendicular myological reconstruction and functional analysis of Lourinhasaurus alenquerensis (Camarasauridae, Sauropoda)". Aqui deixamos a lista de trabalhos apresentados pelos membros do GBE-UNED: